OPERAÇÃO HÍGIA: JUSTIÇA FEDERAL CONDENA FILHO DE WILMA A 16 ANOS EM REGIME FECHADO
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Lauro e Wilma Maia(sua mãe) |
O ex-assessor parlamentar, Lauro Maia, e mais dez
pessoas envolvidas na Operação Higia foram condenadas pela Justiça Federal.
Outras três pessoas foram completamente absolvidas do processo. A sentença do
juiz federal Mário Azevedo Jambo tem 287 páginas e foi publicada nesta
quarta-feira (18). Os mandados de prisão só serão expedidos após o processo ser
transitado em julgado no Superior Tribunal Federal (STF).
Dos 11 condenados, três terão as penas substituídas por restrição de direitos. Além disso, todos terão que pagar multas. A Operação Higia denunciou um esquema de corrupção na Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, recaindo sobre fraudes em processos licitatórios, crimes de corrupção e tráfico de influência.
"A corrupção é um delito devastador em relação
à credibilidade da Administração Pública. Além do dano moral, causa gigantesco
prejuízo aos cofres públicos e é executado de forma dissimulada e
silenciosa. No entanto, em verdade, representa um delito de extrema
violência, da violência indireta, porque faz o sangue respingar longe,
geralmente nas filas dos hospitais públicos, abarrotados e sem estrutura, ou na
supressão das possibilidades e esperanças de futuro para aqueles que buscam uma
escola pública de qualidade", destacou o Juiz Federal Mário Jambo, na
sentença.
O caso
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Lauro Maia foi condenado a mais de 16 anos de prisão |
A Operação Higia foi deflagrada no dia 13 de junho
de 2008 com a participação de 190 policiais federais. De acordo com as
investigações, que foram iniciadas em 2005, as fraudes nos processos
licitatórios do Governo do Estado começavam com os funcionários da Secretaria
Estadual de Saúde, aliciados pelo esquema liderado por Lauro Maia e outros.
Esse funcionários solicitavam os serviços e o processo legal da licitação era instruído
pela Procuradoria Do Estado.
Na época das prisões, o delegado federal Caio Bezerra explicou que as fraudes da quadrilha eram cometidas em contratos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Metropolitano e a Farmácia Popular.
Na época das prisões, o delegado federal Caio Bezerra explicou que as fraudes da quadrilha eram cometidas em contratos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Metropolitano e a Farmácia Popular.
Confira as sentenças:
Absolvidos:
Genarte Medeiros de Brito Júnior
Marco Antônio França de Oliveira
Maria Eleonora Lopes D'Albuquerque Castim
Condenados:
Edmilson Pereira de Assis - 12 anos e 4 meses, a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Francinilso Rodrigues de Castro - 3 anos e 1 mês, substituída por pena restritiva de direito
Francisco Alves de Sousa Filho - 12 anos e 4 meses, a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Herberth Florentino Gabriel - 14 anos a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Jane Alves de Oliveira Miguel da Silva - 2 anos, 4 meses e 20 dias, convertida em restritiva de direito.
João Henrique Lins Bahia Neto - 12 anos, 5 meses e 26 dias, a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Lauro Maia - 16 anos, 3 meses e 18 dias, a ser cumprido inicialmente em regime fechado.
Luciano de Sousa - 5 anos, 7 meses e 10 dias a ser cumprido inicialmente em regime semiaberto
Mauro Bezerra da Silva - 12 anos e 4 meses, a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Rosa Maria D'Apresentação Caldas Simonetti - 8 anos, 8 meses e 26 dias, a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Ulisses Fernandes de Barros - 2 anos, substituída por restritiva de direito.
Genarte Medeiros de Brito Júnior
Marco Antônio França de Oliveira
Maria Eleonora Lopes D'Albuquerque Castim
Condenados:
Edmilson Pereira de Assis - 12 anos e 4 meses, a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Francinilso Rodrigues de Castro - 3 anos e 1 mês, substituída por pena restritiva de direito
Francisco Alves de Sousa Filho - 12 anos e 4 meses, a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Herberth Florentino Gabriel - 14 anos a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Jane Alves de Oliveira Miguel da Silva - 2 anos, 4 meses e 20 dias, convertida em restritiva de direito.
João Henrique Lins Bahia Neto - 12 anos, 5 meses e 26 dias, a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Lauro Maia - 16 anos, 3 meses e 18 dias, a ser cumprido inicialmente em regime fechado.
Luciano de Sousa - 5 anos, 7 meses e 10 dias a ser cumprido inicialmente em regime semiaberto
Mauro Bezerra da Silva - 12 anos e 4 meses, a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Rosa Maria D'Apresentação Caldas Simonetti - 8 anos, 8 meses e 26 dias, a ser cumprido inicialmente em regime fechado
Ulisses Fernandes de Barros - 2 anos, substituída por restritiva de direito.
Com informações da Justiça Federal do RN
OPERAÇÃO HÍGIA: JUSTIÇA FEDERAL CONDENA FILHO DE WILMA A 16 ANOS EM REGIME FECHADO
Reviewed by Erivan Justino
on
quinta-feira, dezembro 19, 2013
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