CÁRMEN LÚCIA DIZ NÃO PARA FACHIN SOBRE INVESTIGAÇÃO DE COLEGAS
A ministra Cármen Lúcia recebeu uma sondagem do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin, para assumir as apurações sobre colegas de Corte supostamente envolvidos com o caso Master.
De acordo com interlocutores da Suprema Corte, a magistrada, que já havia pedido desculpas por não ter tido participação ativa nas investigações recentes, teria declinado do convite. A informação foi divulgada pelo portal UOL nesta quarta-feira (23).
Dos dez integrantes que fazem parte do colegiado, pelo menos cinco já foram citados em mensagens de Daniel Vorcaro interceptadas pela Polícia Federal (PF) por meio da Operação Compliance Zero.
O primeiro ministro a ter o nome publicamente associado a Daniel Vorcaro foi Dias Toffoli. No fim de 2025, as investigações apontaram para possíveis conflitos de interesse, incluindo mensagens que mencionavam transações comerciais envolvendo uma empresa da família do ministro ligada ao resort Tayayá, no Paraná.
Alexandre de Moraes fez contato com Vorcaro na véspera de sua prisão, em novembro de 2025, e os dois teriam falado sobre o banqueiro deixar o Brasil. Além disso, a esposa do ministro, Viviane Barci, firmou um contrato de R$ 129 milhões com o Master. Valores considerados muito superiores à média para o mesmo tipo de serviço.
Kassio Nunes Marques é citado em mensagens na chamada “Turma do KN”. Um escritório de advocacia próximo do ministro firmou um contrato de R$ 427 milhões para atuar em processos de precatórios favoráveis ao Master. Nunes Marques e o grupo teriam recebido passagens, hospedagens, acesso a camarotes, entre outras mordomias.
Luiz Fux não teria sido citado diretamente ou conversado com Vorcaro por mensagens, mas seu filho, o advogado Rodrigo Fux, teria combinado encontro com Vorcaro para atuar em defesa do banqueiro. O ministro teria também recebido uma homenagem financiada pelo empresário nos Estados Unidos.
O último relator do caso Master, André Mendonça, também foi mencionado. Ele confirmou um encontro com Daniel Vorcaro em março de 2025 também para tratar sobre precatórios. O magistrado também é acusado de, enquanto relator, ter direcionado a investigação por interesses políticos.
No último dia 15 de setembro, os ministros se reuniram em uma sessão extraordinária para decidir se seria aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A reunião terminou sem uma definição, após o ministro Flávio Dino pedir vista sobre o caso.
A votação terminou com 4 votos contrários à reunião dos processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e 3 votos favoráveis.
O presidente da Corte, Edson Fachin, votou para manter os casos separados e foi acompanhado por Mendonça, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Flávio Dino, Cristiano Zanin, Moraes e Gilmar Mendes defenderam que os processos fossem analisados em conjunto.
A Corte havia determinado uma nova sessão nesta quarta-feira (23) para tratar de uma possível investigação sobre Mendonça, mas, devido ao pedido de vista, o encontro foi cancelado sem uma nova data. Dino tem o prazo de 90 dias para analisar o caso.
CÁRMEN LÚCIA DIZ NÃO PARA FACHIN SOBRE INVESTIGAÇÃO DE COLEGAS
Reviewed by Erivan Justino
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quinta-feira, setembro 24, 2026
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