CAMINHÕES COM AJUDA DO BRASIL SÃO RETIRADOS DA FRONTEIRA COM A VENEZUELAl


Os dois caminhões com ajuda humanitária que estavam na fronteira do Brasil com a Venezuela neste sábado, 23, foram movidos para um local afastado da divisa dos dois países diante da possibilidade de tumultos na região.
A decisão foi tomada horas depois de confrontos na cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén entre manifestantes venezuelanos e Guarda Nacional Bolivariana (GNB) que deixaram ao menos dois mortos e mais de 30 feridos segundo relatos de deputados opositores e de uma ONG de defesa dos direitos humanos.
Yuretzi Idrogo, deputada venezuelana exilada no Brasil, afirmou à agência EFE que a decisão de levar os caminhões carregados com alimentos e remédios de volta ao território brasileiro – ambos estavam algumas dezenas de metro dentro da Venezuela – foi uma “precaução para evitar possíveis conflitos”. “A ideia é que essa ajuda entre pacificamente e sem nenhuma violência”.
Algumas centenas de manifestantes antichavistas se reuniram no lado brasileiro da fronteira e se mostraram dispostos a acampar na região até que o bloqueio das autoridades venezuelanas seja rompido e seja autorizada a entrada do carregamento. Um pequeno grupo, no entanto, rompeu com o clima pacífico que perdurou durante quase todo o dia e começou a lançar pedras contra os militares venezuelanos.
Diante deste panorama, os dois caminhões retrocederam, passaram novamente pelo posto brasileiro de controle de fronteira e voltaram para Pacaraima.
Pouco depois, manifestantes venezuelanos que estavam em território brasileiro incendiaram veículos estacionados em um posto de combustíveis a poucos metros do posto aduaneiro já no território da Venezuela.
Os militares da GNB, que até então não tinham reagido às provocações, avançaram em direção ao manifestantes, lançando pedras, bombas de gás lacrimogêneo e disparando balas de borracha contra a multidão.
“Lamentamos profundamente tudo o que está ocorrendo na fronteira e esperamos um solução pacífica para as questões. No entanto, tudo ocorre no lado venezuelano e não podemos fazer nada, a não ser observar e prestar apoio aos venezuelanos do lado de cá da fronteira”, disse um porta-voz do Exército brasileiro.
“No lado brasileiro, vamos apoiar os venezuelanos, mas manteremos a ordem. A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança Pública estão atentas para mantermos a situação de normalidade”.
“No lado brasileiro, vamos apoiar os venezuelanos, mas manteremos a ordem. A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança Pública estão atentas para mantermos a situação de normalidade”.
ENTRADA SIMBÓLICA
A fronteira do Brasil com a Venezuela, entre Pacaraima e Santa Elena de Uairén, permanece fechada desde sexta-feira por ordens do presidente Nicolás Maduro para não permitir a passagem dos veículos com ajuda humanitária.

A decisão, no entanto, não impediu que os dois caminhões com placas venezuelanas chegassem neste sábado até o limite fronteiriço dos dois países depois de viajarem de Boa Vista, capital de Roraima, onde o governo brasileiro em cooperação com os EUA reuniu cerca de 200 toneladas de alimentos e remédios.
Os dois veículos, que só conseguiram transportar uma pequena parte dessas 200 toneladas, permanecerem por várias horas em uma zona considerada neutra e a cerca de 300 metros do posto de controle venezuelano, que ficou o dia todo sob vigilância de militares da Guarda Nacional Bolivariana (GNB).
CAMINHÕES COM AJUDA DO BRASIL SÃO RETIRADOS DA FRONTEIRA COM A VENEZUELAl CAMINHÕES COM AJUDA DO BRASIL SÃO RETIRADOS DA FRONTEIRA COM A VENEZUELAl Reviewed by Francisco Erivan Justino on 25 fevereiro Rating: 5

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