RN AINDA NÃO REGISTROU CASOS DE INFLUENZA H1N1 EM 2018, APONTA SESAP


A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulga nesta quinta-feira, 27, os números atualizados sobre os casos de gripe H1N1 em todo o Rio Grande do Norte. Até o último dia 7 de abril, do último boletim produzido sobre a doença, não foram registradas notificações deste tipo de vírus em todo o estado.
A pasta de saúde informou ainda sobre o caso do neurocirurgião Fernando Cunha, 63 anos, que morreu na última quarta-feira, 25, supostamente acometido pelo H1N1. A Sesap só poderá confirmar ou descartar quando realizar a investigação epidemiológica, que só ficará pronto em alguns dias.
Ao todo, a Sesap registrou 43 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo apenas dois casos de variações do vírus influenza, mais brandas – um do tipo A e outro do tipo B.
Em todo o ano de 2017, o estado registro 15 casos de influenza, mas nenhum relacionado ao vírus do tipo H1N1. Foram 243 notificações de SRAG em todo o ano passado, com 100 por outros vírus respiratórios.
Ainda de acordo com a Sesap, quatro pessoas morreram em decorrência de síndromes respiratórias este ano. Nenhum foi confirmado para influenza. Um dos registros teve como causa outros vírus respiratórios e três por SRAG não especificada.
O médico Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, faz alerta para um possível aumento dos casos nos próximos dias. “A epidemia de gripe que a atingiu recentemente os Estados Unidos está chegando ao Brasil”, explica.
A entidade vai publicar uma nota com dicas de prevenção à doença e de evitar a disseminação do vírus. Ele avalia, ainda, que não há necessidade de alarme. “Pegar a gripe não significa que a pessoa vai morrer. É preciso cautela sobre isso. O mais importante, no momento, é que as pessoas incluídas no grupo de risco busquem a vacinação”, reforça.
Em 2018, a expectativa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é de vacinar mais de 210 mil pessoas este ano. A vacinação está restrita para atender grupos de risco – gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), idosos, crianças entre 6 meses e menos de 5 anos, trabalhadores da saúde, indígenas, professores, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais
“Quem não faz parte destes contingentes, e podendo arcar com os custos, deve buscar a vacinação em clínicas particulares”, afirma o médico Geraldo Ferreira. “A população que não se vacinou deve tomar, a partir de agora, uma série de cuidados. O vírus é de fácil disseminação. Os doentes precisam ficar em repouso, para evitar a contaminação das pessoas”, continua.
Ele aponta que a pessoa infectada com a gripe deve permanecer em repouso, utilizar máscara cirúrgica, manter-se afastado de locais de grande aglomeração e, o principal, procurar atendimento médico. “A doença necessita de cuidados. A pessoa não pode entender a gripe como um simples resfriado. É preciso procurar atendimento médico e a vacina”, aponta.
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Romário Bispo