ASSEMBLEIA DEBATE VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO RN

Profissionais, representantes sindicais, gestores públicos e estudantes debateram a valorização profissional da enfermagem em audiência pública promovida na tarde desta segunda-feira (16), na Assembleia Legislativa. O debate promovido pelo deputado Carlos Augusto Maia (PSD) levantou questões relativas a busca de uma carga horária de 30 horas, melhores condições de trabalho e o pagamento de piso salarial nacional. Entre os encaminhamentos, uma moção assinada pelos deputados pedindo que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que fixa a carga horária de trabalho dos profissionais em questão.

“A área da saúde sempre foi uma das nossas bandeiras de lutas. Temos trabalhado para melhorar o a estrutura do Hospital Deoclécio Marques em Parnamirim que recebe demandas de diversos municípios do estado, mas não basta apenas equipar sem pensar nos nossos recursos humanos. Isso é o que realmente importa. E nesse momento destacamos os profissionais de enfermagem”, destacou Carlos Augusto.

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Suerda Santos Menezes, apresentou dados relativos às condições de trabalho e saúde dos profissionais da área da enfermagem. “Estamos na busca pela valorização da enfermagem. Esses dados apresentam a situação dos profissionais e o RN possui uma das piores realidades”, destacou

De acordo com o presidente do Sindicato de Enfermagem do RN, Luciano Gomes Cavalcanti, o índice de profissionais que apresentam problemas emocionais em consequência do ambiente de trabalho é muito alto. “Dados mostram que 3,7% dos profissionais da equipe recebem menos de um salário mínimo”, afirmou.

A desvalorização da categoria e do serviço público foi destacada pelo presidente do Sindsaúde, Manuel Egídio. “O RN precisa dar um passo a frente na área da enfermagem. O que a gente presencia no dia a dia de trabalho é cada vez mais a enfermagem tentando se capacitar e o profissional não recebe o retorno por esse esforço”.

O avanço no nível da qualificação profissional acendeu um alerta em relação à qualidade dos cursos ofertados. “Precisamos de um controle nas instituições responsáveis pela formação”, alertou Francisca Nazaré, presidente da Associação Brasileira de Enfermagem. A chefe do departamento de Enfermagem da UFRN, Hylarina Maria Montenegro Diniz, destacou que a instituição forma 80 profissionais da enfermagem por ano. “É preciso destacar as dificuldades de a rede pública absorver esses profissionais”, disse.

A universitária Rosângela Félix falou em nome dos estudantes de enfermagem. “Nossa profissão representa a engrenagem dos serviços de saúde. Merece devido respeito, melhorias, condições de trabalho e condições de salário. Merece mais reconhecimentos pela sociedade, governantes e por todos aqueles que um dia iremos assistir”, destacou.

O secretário adjunto de saúde da Prefeitura de Natal, Marcelo Bessa,  e a coordenadora de capacitação e recursos humanos da Sesap, Francisca Valda da Silva, também participaram do debate apresentando dados de atuação dos profissionais da enfermagem no município e estado, além das ações para valorização dos mesmos. “A Sesap possui hoje sete mil profissionais de enfermagem e estamos com uma atuação na assistência 24h”, numerou.
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Romário Bispo